Sendo a Bíblia o livro reconhecido como o primeiro, nada mais justo que homenagear aquele que a traduziu para uma versão (em latim) que serve de base até hoje para as traduções subseqüentes. Jerônimo de Strídon (São Jerônimo), ao morrer em 30 de setembro do ano de 420, deixou-nos não somente a sua versão traduzida (conhecida como a Vulgata), assim como também, deixou-nos o seu próprio dia de morte, hoje utilizado para comemorar o Dia do Tradutor.
Foi, porém, somente depois da II Guerra Mundial, que se proliferaram as escolas de tradução e interpretação. Mas uma corrente - a dos intérpretes de conferência - logo foi contra a teoria passada aos novos estudantes. Interpreters are born, not made (Não se fazem intérpretes, eles simplesmente nascem) - justificavam. Estava lançado o debate: a tradução pode ser aprendida em sala de aula?
Ao mesmo tempo, nesse período do pós-guerra, testavam-se aparelhos que, embora tivessem sido criados antes, só ganharam impulso com sua adoção pela Organização das Nações Unidas. Foram os equipamentos para interpretação simultânea que garantiram à IBM uma menção honrosa pelo desenvolvimento do sistema.
No famoso Processo de Nuremberg (1945-46), a necessidade de entender as 14 línguas faladas por ambos os lados, réus e acusadores, afirmou definitivamente o ofício de intérprete.
A partir de 1949, a interpretação desenvolve-se, exigindo uma abordagem mais teórica. A pesquisa começa nos anos 60, como parte dos estudos de Lingüística e foco de outras disciplinas, como a Psicologia e a Sociologia. |